| Uma gotinha de caos | ||
Contra a geração do imperativo archives Terça-feira, Fevereiro 05, 2008 Carnavando Carnaval, fantasia, glamour, cultura, felicidade, ressaca
Carnaval, companhia, sexo, promiscuidade, solidão
Carnaval, música eletrônica, Belo Horizonte, computador, cigarro e coca-cola ![]() posted by TOMAZ SÁ 3:24 PM Terça-feira, Janeiro 22, 2008 2008 by Quiroga A partir de agora, tudo que você quiser conquistar dependerá menos de golpes de sorte ou de bons relacionamentos, e mais do esforço empreendido com absoluta dedicação e boa vontade. Em alguns momentos, e por causa disto, sua alma vai achar que perdeu de vista aquela estrela da sorte que fazia tudo parecer tão fácil. Não se preocupe, a estrela não se perdeu, mas agora ela seria inútil, pois como sua alma precisa compreender a verdadeira natureza de alguns relacionamentos, e se livrar destes, isto só poderia ocorrer como resultado de uma visão realista de tudo, a qual só adviria do atributo do esforço. Por isso, arregace as mangas e se dedique a cultivar hábitos puros e saudáveis, pois especialmente para seu signo importarão mais estes do que quaisquer golpes ribombantes de sorte. www.quiroga.net posted by TOMAZ SÁ 1:18 AM Meus Dias de Sofia Nestes dias de Sofia entendo quem fica Quem não sabe das novidades de um lugar distantes O medo do desconhecido A espera A fúria em ver o reflexo das luzes no asfalto Na esperança de agarrar com os dentes Antes de ser devorada A intensidade de uma noite solta Na tristeza de uma volta só Na falta vazia da cama No calor solitário por dentro das roupas Nestes dias de Sofia me prendo a livros Televisão Qualquer ópio que me esqueça o chão Qualquer chão que me traga prazer E nestas longas horas em que sofro Curtos minutos os quais resolvo Dobro a colcha, afofo travesseiros Alimento os bichos, esvazio os cinzeiros Como se o lar nítido Pudesse lembrar paraíso Me sirvo de músicas de saudade De cançasso, de coragem De quem carrega os próprios muros Tomo vinho, fumo muito Como se isso fosse tudo Até ele então voltar Nestes dias de Sofia Me sirvo do que há de contraditório Em saber que concluir É estar perto do final posted by TOMAZ SÁ 12:19 AM Essa Mulher (Joyce e Ana Terra) De manhã cedo essa senhora se conforma Bota a mesa, tira o pó, lava a roupa, seca os olhos Ah. como essa santa não se esquece de pedir pelas mulheres Pelos filhos, pelo pão Depois sorri, meio sem graça E abraça aquele homem, aquele mundo Que a faz assim, feliz De tardezinha essas menina se namora Se enfeita se decora, sabe tudo, não faz mal Ah, como essa coisa é tão bonita Ser cantora, ser artista Isso tudo é muito bom E chora tanto de prazer e de agonia De algum dia qualquer dia Entender de ser feliz De madrugada essa mulher faz tanto estrago Tira a roupa, faz a cama, vira a mesa, seca o bar Ah, como essa louca se esquece Quanto os homens enlouquece Nessa boca, nesse chão Depois parece que acha graça E agradece ao destino aquilo tudo Que a faz tão infeliz Essa menina, essa mulher, essa senhora Em que esbarro toda hora No espelho casual É feita de sombra e tanta luz De tanta lama e tanta cruz Que acha tudo natural. posted by TOMAZ SÁ 12:04 AM Segunda-feira, Abril 02, 2007 Pós-mordendo Talvez os ingleses que trafegavam pelas ruas de suas cidades em meados dos anos noventa soubessem exatamente o que tenho sentido como brasileiro nos anos 2000 Total e completa ausência Indiferença em nível extra-inaceitável Invasão Coerção Falta de referência Somos todos zumbis com fones de ouvido Imersos em nossos mundos Louvadores de nosso autismo O caminhar da humanidade é um bêbado de óculos escuros às seis da tarde de um inverno Ouvindo som em seus fones no volume máximo Em cima de uma bicicleta a setenta por hora em meio ao tráfego fluido e pesado Fatalmente perderá os cotovelos e joelhos A falta de seus apoios físicos talvez lembrem no final Quando a bicicleta voadora ainda o martelar no chão após a queda Que ele mesmo negou ou negligenciou seus apoios espirituais Que só dependiam de seu modo de pensar É tão simples ser completo E tão difícil se aceitar posted by TOMAZ SÁ 10:35 AM Terça-feira, Janeiro 31, 2006 No Future Ela queria que a outra tivesse mais futuro Ela achou que o futuro tivesse algo comigo E a outra tentou ver o futuro antes de todo mundo Ela estava enganada Só a outra tem amor E quem liga para esta merda de futuro mesmo? posted by TOMAZ SÁ 10:30 PM Domingo, Janeiro 08, 2006 Vertigem A essência é imutável. Tudo muda de cor, cheiro, vestimenta, direção mas nunca de essência. As gerações crescem com os mesmos conflitos e o mundo maravilhoso que criamos, ano após ano, milênio após milênio, sofre mais e mais a crítica indiferente de quem o vê pela primeira vez com olhos formados. Para quê tudo isso? Nossos produtos, serviços, mercadorias, escambos, nossas naus... Pilhas e pilhas de pedras, pedras feitas de todos os minerais conhecidos, coisas lindas, enormes, úteis, decorativas; paleativos para dores, dores para punição. A máquina gira, nós completamente presos dentro dela, a medusa guardando as saídas. Estamos de verdade dentro da Matrix e em nosso caso não há nada de heróico, fantástico ou sequer diferente lá fora. Nos agarramos na fantasia e nos frustramos por sabermos muito sobre ela. Eu cresci, não vôo, não atravesso paredes, não tenho visão de raio-x, nunca tive. Tinha a vantagem do desconhecimento da impossibilidade, mas não tinha magia, tudo o que eu tinha era mágica e isso a medusa me levou com os anos. Bla, bla, blas de crise de identidade, rebeldia sem causa, depressão pós-adolescente, chamem do que quiser, vocês só fecham os olhos para a verdade quando regurgitam os velhos sermões de homen-branco-adulto-economicamente-ativo. E a verdade está aí em nosso tedioso plano, a verdade é que a vida não é nada divertida, a verdade é que inventamos a nostalgia e a romantizamos apenas para que não olhemos dentro dos olhos frios e cruéis da saudade e a julguemos como abominável. Nosso presente é cada vez pior o que nos leva a concluir lógicamente que mensagens de um próspero ano novo são apenas piadas de extremo mau-gosto. Porque isso tudo? Definitivamente, pagamos pecados que não são nossos, em contra partida, jogamos envolvidos em nossa preguiça, nossos próprios pecados para as gerações posteriores. Todos estão tão ocupados com o caminhar de suas engrenagens que são incapazes de ver coragem nos próprios corações, não sou exceção. Eu compartilho deste medo horrível de ver minhas molas e engrenagens saírem voando, de que a medusa venha transformar mais da minha pouca mágica restante em pedra. Talvez a medusa de todos nós juntos seja apenas o desconhecido, o novo, talvez nosso pior medo seja um lindo futuro. Na verdade nosso pior medo é não ter adjetivo para o futuro, então ficamos com o futuro ruim, que ao menos sabemos como funciona. Diante de conquista tão longínqua, nos basta querer magia, ansiar por deuses e eufemizar saudades. posted by TOMAZ SÁ 11:20 PM Sábado, Janeiro 07, 2006 Sombra Aonde eu me encaixo? À qual das percepções cabe o objetivo final? Me guiaria pela primeira, por parecer mais espontânea? Logo mais mágica, sensível e certa aos olhos do acaso? Vi logo planos, esquemas de magia Esquemas são testes Testes são sensatos... Mas mágicos? Cá colhendo novas e velhas flores Que já não consigo classificar desde que perdi a visão do alto do muro Se ao menos eu soubesse prá que lado caí... Dentro de tanta cegueira O espontâneo começa à parecer razoável Porém, tão racionalizado, começa à perder sua espontâneidade Uma, duas, três bombas do céu Uma te quer bem, mas te deseja Outra te deseja e deseja muito tudo A terceira, incógnita, dá pistas Mas já foi clara ao dizer que este é o máximo que se pode arrancar Ao menos na tensão inicial Que parece infinita deste lado de cima do muro Outros jardins, não mais secretos... Como um vagão Dois mil e quatro pára e me deixa na estação Do mesmo jeito rápido e elétrico que chegou, se vai atrás de mim Deixando pó naquele lugar antigo e estranhamente familiar Ilusões do portal, cá está mais uma Decifra-me, pois já te devorei... Tudo vazio, a escada de saída ao contrário do normal (Como se eu já não estivesse acostumado com estes contrários) Desce, não sobe... As colunas antigas que sobem até o teto obscuro me dão arrepios Algo lá em cima observa E provavelmente se diverte Resolvo descer, já que esta é a saída À passos calmos vem o garoto, vestido apenas com uma túnica romana bem surrada Cabelos negros, lisos até o queixo, olhos felinos e claros, ele se aproxima cada vez mais Eu, sem reação diante da espera de qualquer acontecimento, deixo-o se aproximar... Mais... mais... mais... E mais... Minha catarse é quebrada com seu beijo em minha boca Um beijo de amor De um amor feminino Com vigor masculino De uma intensidade feminina Masculinamente graciosa Só então a palavra... seu verbo... "Eu te amo Amo tua vida, teus conflitos Amo teus erros, Teus indícios de pouca sabedoria Amo A reciclagem da bebida que ingere Saída das fontes que ilusiona Amo-te Por sua ignorância terminal E por seu vigor em sufocá-la Amo a brutalidade com a qual é sensível Foi assim também que aprendi amor" Ele se ajoelhou e fez como se me entregasse algo apesar de suas mãos vazias Entrando em sua dança, eu toquei o suposto objeto e senti Que era o próprio verbo, agora em meu poder "Me ama? Me conhece prá me amar? Me possuiu? Me tocou? Só vejo em mim míseros fluidos teus E paixão que me assalta a alma por tuas palavras Não vejo amor Vejo apenas loucura em teus olhos E a chama incandescente da ternura em meu peito Que concebe a fumaça tortuosa do impecílio ao objetivo Me ama? Então me mata Pois não mais posso com estas esfinges Não há metal para estas brasas Nem espírito para teus versos" Ele se levantou e olhou sério em meus olhos Foi então que percebi Ele necessitava da palavra em minhas mãos O mesmo que ele, eu fiz, ajoelhei-me e entreguei Não sei por que segurança que agora me invadia Curvei-me e entreguei Ele aceitou e fez uso dizendo: "Não me decepcione Deixando a ignorância flagelada ter tanta paz com estas palavras O último de teus erros deve sucumbir de imediato Falas de objetivo como se de verdade o tivesse Diz-me do fim como se o conhecesse Erro teu Por não seguir teus próprios impulsos Por vendar-te frente à liberdade de teu espírito Sabes quem sou Sabes os porquês Porque se engana tanto com tanto potencial para enganar pro bem Conhece bem o bem Conhece mal os males Caso contrário não jogaria tantos brinquedos com a sorte Ela já lhe é bem generosa Então, o que sente?" E novamente me passou o verbo Mas nada mais eu precisava dizer e este sumiu no ar, o garoto levantou e sorriu. Foi da maneira que entrou. Sim, eu sentia as respostas, só não lhes dava força para me falarem E quando parei para escutá-las, no exato momento em que ele me perguntou o que eu sentia. Elas vieram claras à minha cabeça e pude ouvir de vez Minha ignorância agonizar Quem me dera fossem seus últimos gritos. Continuei minha trilha túnel adentro, até dar num salão mais iluminado, à frente podia ver três túneis, um claro, outro de luz azul como fim de tarde, e o terceiro escuro, manchado de sangue, de onde se ouviam uivos assombrosos, na beira deste estava outro garoto, um pouco mais velho que o primeiro, corri em sua direção e um pouco mais perto pude reconhecer de imediato. _O que faz aqui? _Ora bolas! Você ainda pergunta? Sou seu dianteiro lembra-se? _Por isso mesmo... O que faz no mesmo lugar que eu? _Não é exatamente o mesmo lugar... Quer dizer... é e não é. É o mesmo espaço físico, não meta-físico, compreende? _Na verdade não. Ele riu. _Então, quando você chegar ao mesmo lugar que eu, com certeza conseguirá compreender. _Vai entrar neste túnel, não parece convidativo. Ele ria mais alto de mim. _Não entende que não posso ver os outros túneis mais? Não entende que estas opções já me passaram? É meu destino, estou pronto. Eu estava com medo, não o queria entregue à qualquer tipo de fera que lá o aguardasse. _O que há lá dentro. _Lobos eu imagino... _Como assim? Vai caminhar por esta direção sabendo o que o aguarda. _Os lobos não me aguardam, esta é a vantagem! O que me aguarda é o fim, um dia, seja ele bom ou ruim. Espero que seja bom devido ao fato que ando bem consciente de minhas escolhas neste jogo. _Ah, não acho uma boa idéia... _Passou por ele? _Quem? _O garoto. _O... _Sim... Ele... O Louco. _Então era mesmo ele... _tsc...tsc... Mataste um dragão e és incapaz de compreender um beijo... Foram as últimas palavras de Pedro antes dele sumir na escuridão do túnel mais escuro. A passagem se fechou, me deixando o dia e a tarde como opções. Por mais que a tarde virasse noite, parei de racionalizar os sussurros de minha alma e embarquei na passagem do meio, caindo num bosque... Tarde de primavera... Notei a menina que corria, brincando de pic-esconde comigo, risonha e juvenil, por trás das árvores. Feição maravilhosa, familiar também. Estava encantado, por seu sorriso, seus olhos e seu bosque. Depois de muito me fitar, veio à conversa. _Oi... _Olá... ¿ Respondi _Xiii... Fale baixo... Ela pode notar que estás aqui. E apontou para uma escada que levava à uma pequena porta com uma fechadura, era um sótão em pleno céu anil, a pequena ninfa ria e voltava à se esconder, entrei em seu jogo a procurando. Quando a agarrei embaixo da árvore ela voltou a falar. _É isso que quer? Pode ter, aqui e agora. Mas se assim me possuir, ninguém poderá trancar o sótão e ela pode sair. Você não quer isto, quer? _Porque não o tranca e volta prá mim? _Humm, porque não estou certa de que é isso que você quer também... _Porque? _O sótão só se tranca uma vez, após trancado, nada entra e nada sai. Notei que o horizonte do bosque era infinito de belas paisagens e que lá podia vagar por eras sem uma saída rápida, talvez o sótão fosse o caminho certo, ou pelo menos o mais rápido para outra etapa daquela mesma estação. _Desculpe garota, preciso de mais informação. Ela voltou à correr risonha e eu à perseguí-la. Na beira do lago então, me joguei contra seu corpo, fazendo com que os dois caíssem na água e pude notar seu belo contorno com a túnica encharcada, o rubor na pele e satisfação em cada mamilo já rosa por baixo do fino tecido branco. Eu queria muito ali ficar, mas sabia bem das peças de tal caminho, a ninfa poderia deixar de sorrir com o julgamento do tempo e minha companhia imprevisível. Nossa união poderia me levar à outros caminhos, mais distantes que minhas previsões ignorantes. Mas céus, como eu queria. Agarrado à ela novamente, não teve opção senão me informar. _À mim você não conhece. E retornou seu olhar ao sótão, depois sorriu e apareceu em cima da pedra, no alto da queda d¿água. Entendi que ela era o desconhecido e não quem quer que fosse no sótão, dúvidas invadiam minha cabeça, nem sempre o conhecido é bom mas o desconhecido é sempre imprevisível. Juntando seus últimos travessões, entendi que podia ter as duas coisas, caberia à sorte, aquela porta no céu não se abrir enquanto provava dos doces da ninfa. Não precisava ser mágico para entender que ali estaria minha ruína, o desastre. Quem tudo quer, tudo perde... Provérbios malditos! Contaria com a sorte? A ninfa não me fez mais companhia quando a noite caiu, e o garoto, O Louco, voltou na madrugada. Enquanto eu olhava as estrelas, pensando no final do caminho, em minha decisão na próxima tarde, quando a ninfa voltasse e eu pudesse enxergar novamente o sótão. O Louco berrava nos vales: "Pedaços contam histórias erradas!!!" Magnólia no país de minhas confusões Teu sorriso, aqueles dentes pequenos, lindos Acolchoados por lábios finos e rosas Sem baton, ao natural Naturalmente bela Deixa de ser mulher Para ser um conjunto da obra Com tuas palavras esquenta algo em mim Me traz adolescência, rubor, borboletas Quase como um bem à ser guardado e cuidado Tombado pela humanidade Que diante de tuas pernas cede Aquele sorriso de dois, talvez três anos atrás Não mudou nenhum pouco E na presença verdadeira do álcool Sei que deixa escapar tuas intenções oculares Camufladas por gentileza feminina Ah mulher, se teu olhar vira palavra E teu sorriso, redenção... Vou aí dentro gastar minhas conclusões em te conhecer Mostro aqui fora um fim horrível Que eu sei sereno Em ser apenas o começo Paisagismo Ah se me experimentasse à experimentar Se coragem canalha me toma de assalto Eu mintia, discursava, discutia... ...atuava. Perturbado. Condenando ao exílio mudo das expressões das letras, infinitos desejos de não ter. Por tudo à perder por fascínio ditador Perder por querer não mais falar à flor Ínfimos despejos de seu ser "Ó"! Se me desgarro à embrenhar E se sorriso suspeito te escapa à culatra Eu corria, eu fugia, fingia... ...terminava. Derrotado. Magoados, exterminados em meio a sua revolução, íntimos gracejos do querer Ferir a língua e não falar de amor? Meu dia coringa anuncia Íngremes paisagens do atingir Indecisos gravetos ¿ o sustentar Rosa Vermelha Madrugada insólita esta de frio paulista, já há dois invernos conhecido por minha alma carioca Aquelas palavras e olhares de um Rio de Janeiro em primavera descem minha garganta junto ao vinho Uma traição e uma rosa há muito perdida Peço perdão; à ti por me repetir e aos céus por me acreditar Me embebedo furioso, porque dentre tantas memórias haveria de ser esta à ressoar insone? Vasculho tuas fotos procurando lembrar tua boca Tentando desgustar o dia em que ela me tocou Desesperado por não ter mais fixo em minha mente tal toque, recorro a tuas palavras Teus dizeres íntimos E antes que o sol veja meu crime, finjo e invento ser homens e mulheres da tua profundidade sexual Te vejo me odiando em alguns lances tempestuosos Me finjo te rasgando nas fantasias violentas Me toco te tocando Pois a mais rara flor está além das distâncias E sempre será aquela que nunca repousou sob meus dedos Egoísmos humanos sedentos de possessão virtuam loucuras neste espírito flagelado Encarcerado pelas próprias certezas malucas Que conduziram-no ao que parecia eterno Continuo em meus devaneios pensando que podias conhecer melhor meus lábios Ah te faria sentir! Como a primeira me fingindo o último Como a última sendo o primeiro E mais como você quisesse me ilusionar Me entregaria ignorante à teu encanto como fiz meus olhos gozarem tuas letras Querer, querer e não ter, infantil por pouco buscar Maduro em esperar E eu que fui espírito livre, "...humanos como nós..." - bem marcado em teus escritos Lamento o dia em que escolhi me regrar e condicionar meus amores Até as cartas me falam de você e contam de um lugar que devo ir Procurar os prazeres que perdi Fazer gozar esta alma que prendi à pulso e gargalhadas sádicas de meu alter-ego Lendo com teus olhos Também me apaixono Por todos que só amam Perdido entre tantas auto-definições descubro que não é só de ti que tenho saudades É de mim naquele espaço-tempo É do tempo que passa interno É do vício em existir que me pulsava Como se te possuir fosse voltar... ...à me possuir. E se hoje me perguntam se realmente cruzei todos aqueles mares que prometi Se me joguei contra os azares do amanhã e lutei pelos favores do ontem Eu digo apático que apenas não estou E que deixem seus recados à este que não sente Rosa Azul Entrelinhando o que não transparece Eu jogo a verdade em suaves e quentes colchas de letras Estas que fonéticamente afogam a língua nos lábios Que com sorrisos desvia a atenção do inconsciente criminosamente pensado Pro superficial, futilizando o que quase é Mas brinca de não ser Pelo simples fato de que o que é hoje É Utopizado É mais simples que isso cavalheiros Me falem agora e por favor me calem para sempre Pois me impulsiona o simples fato de voarem as borboletas Me impulsiona sentir como se fosse Mesmo sem ser ao que a vista alcança Quem estou enganando? Sempre é, prá mim sempre é Em todos os gêneros e graus... e números E por todos os instantes destes últimos segundos Eu queria mais Eu queria mais uma vez Por mais que fosse entre o alvorescer E o ir embora Por mais que mais tarde as terras se afastassem Por mais que ontem fosse nunca mais Eu não irei sufocar esse vôo Eu vou dizer que quero E só vou dizer que quero, porque não há mais, porque se foi Porque não atrapalha E daquela frequência de rosa e azul os únicos hertz que me atingem São os que sumiram com o desgaste do tempo Aqueles que a gente quer guardar prá todo o sempre Mas acaba destruindo em algum lugar de nossos armários Falando dessas flores Porque? Porque não tocou Flora? Porque não beijou Andressa na piscina? Porque não insistiu em Mariana Porque se declarou à Flávia e consumiu Nina? Tão menina Cada qual em seu clube Porque deu corda e mentiu? Coisas de outra Flávia Porque não foi honesto com Luciana? Talvez ela te ensinasse algo Porque não jogou com Thalita? Mesmo que não houvesse fim... Porque diabos não segurou Clara Pelas pernas E pela língua... Porque não fez mulher de Vivi Na ilha? E porque não tentou Mônica, enquanto podia? Porque diabos não traiu Alice E voltou à metrópole Caçar confusões de novo De novo Mônica Porque não agarrou a mão da Tati E foi afundo em suas confecções Porque não acreditou em Gabriela E se jogou errôneo Ao lixo de Aline? Porque cair em Priscilla? Quando a lista de coisas que não fez Estava prestes à morrer Podia ter esperado Carol Podia ter conhecido Bella E aí... Podia ter tido Poderes Ter tido à todas elas Sem nada ter Além de paz Nesta alma aventureira Que goza em livros E revistas piores Do que todas as chances Magnólia Vampira Dite sua beleza aos carvalhos secos Magnólia vampira Mostre o quanto aprendeu com as orquídeas Cheira à flor do mal Mas dança na primavera Transparecendo seu mimetismo ingênuo Respira gotas de sangue Transpira tristeza leve Mas sonha menina Romances da avó Quando se tocava nas férias no sítio Enquanto os primos tomavam sorvete E olhavam as saias florais das meninas na praça Ficaste na casa grande Mocinha Indisposta aos jogos Dançando na primavera Magnólia vampira É possível a condição de reapaixonar-se? Sim, claro que é... Este lírio negro que apagou sua loucura Achando sensatez em sentimentos Realmente acreditou naqueles planos E fez um jogo simples tornar-se contra Se envolvendo Provocando "Estocolmo" De propósito por fraqueza E até índole Agora vê o resquício branco em sua folhagem Se encanta por sorrisos caóticos E sente de novo aquilo Por aquela novamente Magnólia Vampira posted by TOMAZ SÁ 10:48 AM Ah meus son(ho)s ultrapassados Sinto que as fotos me levaram juventude Me levaram saúde Me levaram você Vejo bem que as canções que guardo Me levaram alegria Me levaram disposição Me trouxeram vícios Nada, nada divertidos E acabaram por levar um pouco de mim Sinto que nossos planos, objetivos, megalomanias de dançar na chuva Terminaram com os anos noventa Engolidos com riffs viscerais de guitarras grunges Que diluidos entre bumbos e caixas a 170 bpm Os mesmos que anunciaram esta era tão confusa e fragmentada Nem soam mais assim... ...tão imponentes Vejo bem que aqueles nossos cinco anos de vantagem Na verdade puseram o laço de fita Que faltava na bandeija de comida Que nos tornamos para a próxima geração Sinto uma saudade cortante, descomunal, avassaladora e fatal Me dizendo que nostalgia é algo bom Mas lembranças são um terreno muito mais Ardiloso Calejado Senil Porra Eu sou tão novo Tão novo... Qual é a merda do problema?! Temo Que aquele velho K7 que você me gravou Não toca neste som posted by TOMAZ SÁ 10:33 AM |
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